O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu nesta quarta-feira a participação de agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na escolta de Jair Bolsonaro. A segurança do ex-presidente, segundo a determinação, deverá ser organizada e realizada exclusivamente pela Polícia Federal ou pela Polícia Penal do Distrito Federal.
A decisão surge após o ministro solicitar esclarecimentos sobre a escolta que conduziu Bolsonaro a um hospital em Brasília para um procedimento médico no domingo. Em resposta, a Polícia Penal informou que o deslocamento foi realizado pelo GSI, com a corporação atuando em conjunto com a PF no monitoramento.
Moraes justificou a necessidade de padronização nos deslocamentos para evitar problemas como os ocorridos no domingo, quando Bolsonaro desembarcou em local inadequado, ao ar livre e em meio a apoiadores. O ministro criticou a demora causada pela improvisada entrevista coletiva concedida pelo médico do ex-presidente.
A medida estabelece que “todo o transporte, deslocamento e escolta de Jair Messias Bolsonaro deverá ser organizado, coordenado e realizado pela Polícia Federal ou Polícia Penal, conforme a necessidade da situação, sem a participação dos agentes do GSI, que permanecerão realizando a segurança dos familiares do custodiado”.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto por determinação de Moraes. A medida cautelar foi imposta no âmbito de um inquérito que investiga a atuação do ex-presidente e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, junto ao governo dos Estados Unidos, buscando retaliações contra o governo brasileiro e ministros do STF, incluindo o cancelamento de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky.
Na semana passada, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro e outros sete réus na ação penal referente à trama golpista, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br