A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados conta com a presença de dois parlamentares homens em posições titulares, levantando discussões sobre a adequação da composição. Os deputados Eli Borges (PL-TO) e Éder Mauro (PL-PA) figuram entre os membros ativos do colegiado que tem como prerrogativa a defesa e promoção dos direitos femininos no país.
A situação tem atraído atenção, em particular, devido ao histórico de um dos deputados. Éder Mauro, representante do estado do Pará, possui em seu currículo episódios públicos de machismo e, ainda, uma acusação formal de ameaça contra mulheres deputadas, fatos que geram questionamentos sobre sua aptidão para integrar um grupo com tal propósito.
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher é um órgão colegiado fundamental na estrutura da Câmara, responsável por analisar propostas legislativas, fiscalizar políticas públicas e promover debates relacionados ao combate à violência de gênero, à igualdade de oportunidades e à autonomia das mulheres em diversas esferas da sociedade. A participação de membros com histórico controverso em relação a essas pautas é um ponto de análise para observadores e outras parlamentares.
Eli Borges, por sua vez, representa o estado do Tocantins e ocupa a outra vaga titular masculina. A presença de homens em comissões temáticas não é vedada pelo regimento interno da Casa, mas a relevância do tema e a sensibilidade das pautas discutidas na Comissão da Mulher tendem a gerar maior escrutínio sobre a representatividade de seus membros.
(03/26/2026 – 04h03)
Por Marcos Puntel
Fonte: https://redir.folha.com.br