A Brasil apresenta um novo episódio do programa “Caminhos da Reportagem”, abordando a reintegração de egressos do sistema penal na sociedade. A atração expõe os preconceitos e obstáculos enfrentados por ex-detentos em busca de uma nova chance.
A Lei de Execução Penal determina que o Estado deve assegurar o acesso à educação e ao trabalho para pessoas cumprindo pena. Apesar disso, a taxa de internos empregados no Brasil é de aproximadamente 25%, com disparidades regionais, como no Rio de Janeiro, onde apenas 3% têm essa oportunidade.
Sandro Barradas, diretor de Políticas Penitenciárias da Senappen, atribui essa deficiência à estrutura do sistema prisional, historicamente focada na punição em vez da ressocialização. Ele ressalta, no entanto, que essa mentalidade tem evoluído nos últimos 20 anos.
O “Caminhos da Reportagem” destaca projetos de capacitação para presos e ex-detentos. Amanda Tamires Freitas, cumprindo pena em regime fechado, aprendeu a costurar em uma oficina na Penitenciária Talavera Bruce, no Rio de Janeiro. Ela relata que o trabalho a ajuda a se sentir melhor, a sustentar seus filhos e funciona como terapia.
Em fevereiro deste ano, o plano Pena Justa foi lançado para mitigar essas desigualdades. O desembargador José Rotondano, do CNJ, defende que todas as unidades prisionais do país devem ter uma escola, oferecendo cursos profissionalizantes, remição de pena por leitura e trabalho, e salários justos.
Sagat B, um ex-detento, descobriu o prazer da leitura durante um projeto social na prisão e hoje, aos 46 anos, é escritor. Ele enfatiza o poder transformador da literatura. Após sua libertação, Sagat B tornou-se barbeiro, rapper e escritor, atuando como voz ativa na luta pela ressocialização.
A ONG AfroReggae é outro exemplo de iniciativa que auxilia egressos a encontrar emprego. Diego Mister, por meio da organização, ingressou no mercado audiovisual e trabalha em filmes e séries, proporcionando um futuro melhor para sua família.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br