Em um projeto que transcende os muros da sala de aula, a professora Ana Lúcia Costa transformou o pátio da Escola Municipal “Caminho do Saber”, em São Carlos (SP), em um centro de recuperação ambiental e produção de alimentos. O empreendimento, nascido do sonho de uma estufa escolar, não apenas se materializou como se tornou um destaque nacional, conquistando reconhecimento em uma prestigiada ação de sustentabilidade.
O coração do projeto é uma inovadora estrutura de hidroponia, onde seis mil pés de alface crescem sem o uso de terra, em um sistema que otimiza o uso da água e elimina a necessidade de pesticidas. Cuidados com mãos zelosas pela professora e seus alunos, a estufa produz colheitas abundantes diariamente. A produção fresquinha e de alta qualidade tem um destino multifacetado: parte é vendida em feiras locais, outra abastece o refeitório da própria escola, garantindo refeições mais saudáveis aos estudantes, e uma parcela significativa é doada a instituições de caridade da comunidade.
A iniciativa da professora Ana Lúcia vai muito além da produção de hortaliças. É um laboratório vivo de educação ambiental, onde os alunos aprendem na prática sobre botânica, recursos hídricos, consumo consciente e o ciclo da vida. A estufa, que antes era apenas um croqui em papel, hoje ensina a importância da responsabilidade ecológica e do engajamento comunitário. “Ver o brilho nos olhos dos alunos ao colher o que plantaram, ou melhor, cultivaram, é a maior recompensa. Eles não estão apenas aprendendo; estão agindo para um futuro mais verde”, afirma a professora com entusiasmo.
O impacto e a originalidade do projeto não passaram despercebidos. A “Estufa Verde”, como carinhosamente é chamada, foi recentemente agraciada com o prêmio “Inovação Sustentável na Escola”, parte de uma ação nacional que busca identificar e valorizar iniciativas transformadoras em instituições de ensino de todo o Brasil. O reconhecimento valida o esforço e a visão da professora, colocando a Escola Caminho do Saber como um exemplo a ser seguido em termos de práticas sustentáveis e educação ambiental. A expectativa agora é que o modelo inspire outras escolas a implementarem projetos semelhantes, espalhando a semente da sustentabilidade por todo o país.
Por Marcos Puntel
Fonte: https://www.nortaomt.com.br