A presidente do Palmeiras e empresária Leila Pereira terá que comparecer à CPMI do INSS. O ministro da Justiça, Flávio Dino, reafirmou nesta quarta-feira a decisão da comissão de mantê-la na lista de convidados para depor sobre supostas irregularidades ligadas à previdência social.
A convocação de Pereira, que também é proprietária da Crefisa e da FAM, empresas que patrocinam o clube paulista, ocorre no âmbito da investigação que apura fraudes e irregularidades no sistema previdenciário brasileiro. A comissão tem se debruçado sobre diversos casos que envolvem desvios, pagamentos indevidos de benefícios e outras práticas que teriam lesado o Instituto Nacional do Seguro Social.
Embora os detalhes específicos da ligação de Leila Pereira com as investigações da CPMI não tenham sido totalmente explicitados publicamente, a comissão busca esclarecimentos sobre possíveis conexões de suas atividades empresariais com esquemas sob escrutínio ou sobre movimentações financeiras atípicas que possam estar relacionadas aos focos da investigação.
O ministro da Justiça, Flávio Dino, ao reafirmar a manutenção da convocação, enfatizou a importância de que todas as informações pertinentes sejam prestadas para o avanço das investigações. A postura do ministro alinha-se à determinação da CPMI em escrutinar qualquer indício de irregularidade, independentemente do perfil dos envolvidos, para assegurar a transparência e a responsabilização.
A data para o depoimento de Leila Pereira ainda será formalmente definida pela CPMI, que deverá notificá-la com antecedência. Até o momento, a empresária não se manifestou publicamente sobre a decisão de mantê-la na lista de convocados para prestar esclarecimentos.
Por Marcos Puntel