Guilherme Boulos, líder do PSOL e figura proeminente na política nacional, ofereceu uma visão matizada sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), reconhecendo seu papel crucial na manutenção da ordem democrática ao mesmo tempo em que apontou a necessidade de limites para sua atuação.
Em recente manifestação, Boulos afirmou que o STF foi essencial no que classificou como “preservar a democracia” brasileira em momentos de turbulência política. Essa avaliação sublinha o entendimento de que a Corte Suprema atuou como um pilar de estabilidade em períodos de acentuada polarização e tensões institucionais, especialmente nos últimos anos.
No entanto, o pré-candidato à prefeitura de São Paulo fez questão de salientar que a instituição não pode ser vista como detentora de poder absoluto. “A Corte não está ‘acima do bem e do mal’”, declarou, em uma clara indicação de que, apesar de sua importância, o STF deve estar sujeito a escrutínio e não é imune a críticas ou à necessidade de balizamento de suas ações.
A fala de Boulos reflete uma complexidade crescente no debate público sobre o papel do judiciário em um Estado democrático. Ao mesmo tempo em que há um reconhecimento da função de guardião da Constituição, crescem as discussões sobre os limites da intervenção judicial em questões políticas e legislativas, ressaltando a busca por um equilíbrio entre os poderes.
Por Marcos Puntel