O projeto Saúde em Nossas Mãos alcançou uma significativa redução de 26% nas infecções relacionadas à assistência à saúde em unidades de terapia intensiva (UTI) de adultos, crianças e neonatais no Brasil. A iniciativa, que visa diminuir a incidência dessas infecções em hospitais públicos, gerou uma economia estimada de mais de R$ 150 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS) no período entre setembro de 2024 e outubro de 2025.

Desenvolvido por renomados hospitais como Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Albert Einstein, Hospital do Coração (Hcor), Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês – instituições que integram o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) do Ministério da Saúde –, o projeto foca na atuação em UTIs brasileiras. Os alvos são a redução de casos de infecção primária de corrente sanguínea associada a cateter venoso central, pneumonia associada à ventilação mecânica e infecção do trato urinário associada a cateter vesical.

Claudia Garcia, coordenadora geral do projeto, destacou a importância da iniciativa. “O Saúde em Nossas Mãos é uma iniciativa que gera um movimento de aprendizagem, onde todos ensinam e todos aprendem e, o principal, aborda medidas de combate às três principais Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde em UTIs. Estamos falando de infecções graves causadas por cateteres , que aumentam morbidade, mortalidade e custos hospitalares e que podem ser evitadas com medidas eficazes de prevenção”, afirmou Garcia por meio de nota.

As infecções relacionadas à assistência à saúde são um problema global, estimando-se que causem até 3,5 milhões de mortes anualmente em todo o mundo. No Brasil, cada infecção evitada contribui para uma economia entre R$ 60 mil e R$ 110 mil. O projeto ambiciona atingir uma redução de 50% nessas infecções hospitalares até o final deste ano.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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