Servidores públicos de diversas áreas intensificam a organização de um movimento contra a proposta de Reforma Administrativa que tramita no Congresso Nacional. Apesar de se dizerem abertos a modernizações, os trabalhadores defendem aprimoramentos que valorizem o funcionalismo e otimizem os serviços prestados à população.

Entre as principais reivindicações, destacam-se a realização regular de concursos públicos, a implementação de políticas permanentes de reajuste salarial, a promoção de formação continuada, a garantia de condições de trabalho dignas e o fortalecimento das carreiras no setor público.

Críticos da reforma argumentam que a proposta, sob o pretexto de “modernização”, representa, na verdade, uma ameaça aos direitos dos trabalhadores, com potencial para precarizar o trabalho, enfraquecer instituições e abrir precedentes para privatizações e terceirizações. A preocupação central é evitar cortes em áreas consideradas essenciais, como educação, saúde, assistência social, segurança pública e desenvolvimento de ciência e tecnologia.

Em um documento divulgado, os trabalhadores enfatizam que o discurso de modernização não pode servir de justificativa para fragilizar o acesso ao serviço público por meio de concursos, congelar salários, reduzir a estabilidade dos servidores, tolerar assédio ou substituir políticas de Estado por contratações terceirizadas. Para os servidores, as mudanças estruturais devem priorizar o planejamento da força de trabalho, a instituição de uma política salarial permanente, a progressão transparente nas carreiras, o investimento em tecnologias que atendam às necessidades do cidadão e o fortalecimento da gestão pública, com mecanismos de controle social e integridade.

A “Jornada de Lutas do Serviço Público contra a Reforma Administrativa” está agendada para 29 de outubro, em Brasília. A organização convoca trabalhadores, movimentos sociais, estudantes, a comunidade acadêmica e a sociedade em geral a se unirem em defesa do serviço público, dos direitos e da democracia. Segundo os organizadores, a mobilização em massa é essencial para impedir retrocessos e garantir um projeto de país que valorize os profissionais que cuidam da população e assegurem os direitos fundamentais.

Fonte: omatogrosso.com

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