A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, manteve discrição sobre a escolha do novo ministro da corte, após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. Questionada sobre a possibilidade de uma mulher ocupar a vaga, Carmen Lúcia ressaltou que sua posição sobre a necessidade de maior representatividade feminina no STF é conhecida, sem, no entanto, fazer um apelo direto ao presidente da República.
Durante um evento na capital paulista, a ministra explicou sua postura, argumentando que um pedido formal ao presidente poderia comprometer a independência judicial. “Eu não posso me manifestar por uma coisa que é da minha casa. Se eu fizer um pedido dirigido ao presidente da República, amanhã ele pode pedir alguma coisa à juíza”, declarou.
“Todos sabem a minha posição sobre a questão das mulheres [no STF], mas não [falo] em específico. Juiz não pede porque não pode receber, na minha compreensão”, complementou Carmen Lúcia.
A vaga no STF foi aberta após a publicação da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso no Diário Oficial da União. Barroso deixará o cargo em breve, e caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar um novo ministro para a corte. A lei não estabelece um prazo para a indicação.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br