Projetos socioambientais inovadores, liderados por estudantes e professores, estão transformando comunidades em diversas regiões do Brasil, demonstrando que a sustentabilidade pode florescer nos ambientes escolares e irradiar para a sociedade.
A mais recente edição do Prêmio Escolas Sustentáveis, realizada em São Paulo, reconheceu iniciativas notáveis, como o projeto IncluARTE – SustentART, da Creche Municipal Magdalena Arce Daou, em Manaus. A professora Maria Raquel Santos enfatiza a importância de “desemparedar” a escola, conectando-a diretamente com a comunidade e promovendo a consciência ambiental. O projeto surgiu da necessidade de inclusão de crianças com deficiência, utilizando a arte e a sustentabilidade como ferramentas. Através da construção de terrários, simbolizando os “micromundos” de cada família, e da criação de um jardim sensorial na creche, o projeto fortaleceu laços e promoveu a inclusão. Após um incêndio que devastou a mata ciliar próxima à creche, a comunidade se uniu para recuperar a área, transformando lixo em arte e plantando um pomar. O projeto impactou mais de 5 mil pessoas e se expandiu para outras creches em Manaus.
Outro destaque foi o projeto AquaTerraAlert, da Escola Estadual Brasil, em Limeira, São Paulo. Alunos do 6º ano, liderados pela professora Nayra Rafaela Vida, desenvolveram um sistema de monitoramento e alerta para enchentes e deslizamentos de terra. Diante do risco de desastres naturais na região, os estudantes construíram um protótipo com sensores que emitem alertas sonoros e enviam mensagens para celulares quando o nível da água sobe. Além do protótipo, a comunidade escolar foi conscientizada através de cartazes e apresentações. A iniciativa chamou a atenção da Defesa Civil, que considerou a possibilidade de ampliar o monitoramento para outros pontos de alagamento na cidade.
Dez projetos foram finalistas no prêmio, e os vencedores seguem para a etapa internacional, no Rio de Janeiro. O Prêmio Escolas Sustentáveis, promovido pela Fundação Santillana, Santillana e Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OIE), busca criar um banco de exemplos inspiradores para escolas na América Latina. Luciano Monteiro, da Fundação Santillana, destaca a importância de compartilhar essas experiências inovadoras para valorizá-las e inspirar outras escolas. Rodrigo Rossi, da OEI, ressalta que o prêmio se consolida como uma das iniciativas mais representativas da Ibero-América para impulsionar uma educação comprometida com a sustentabilidade.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br