Brasília — Mesmo com o início de março, a Câmara dos Deputados ainda não oficializou a instalação de cinco de suas comissões permanentes. O atraso gera preocupação sobre o ritmo dos trabalhos legislativos essenciais para o andamento de pautas importantes para o país.
Entre os colegiados que aguardam formalização, estariam comissões de grande relevância, como as que tratam de temas econômicos, sociais e de infraestrutura. A ausência de seus membros impede a análise de projetos de lei em diversas áreas, criando um gargalo na tramitação de matérias que deveriam ter iniciado sua apreciação logo após o recesso parlamentar.
Fontes internas da Casa indicam que a demora está relacionada a impasses nas negociações políticas para a distribuição das presidências e relatorias dos colegiados. O processo de composição das comissões, que envolve acordos entre os blocos partidários e a bancada governista, tem se mostrado mais complexo que o esperado neste ciclo. A composição dessas mesas diretivas é crucial para a definição da agenda e dos temas prioritários a serem discutidos.
Parlamentares ouvidos sob reserva expressam preocupação com a paralisação. “Estamos em março e pautas fundamentais, que deveriam ter iniciado suas discussões em fevereiro, estão travadas por falta de comissão instalada”, afirmou um deputado de oposição. O impacto se reflete na agenda do Plenário, que depende da tramitação prévia em comissões para votar a maioria das proposições.
A expectativa é que as articulações se intensifiquem nos próximos dias para que as instalações ocorram, finalmente, na segunda quinzena de março. A Mesa Diretora da Câmara ainda não divulgou um cronograma oficial para a resolução dos impasses.
Por Marcos Puntel
Fonte: https://redir.folha.com.br