O 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro destinou R$ 224.800,00, montante que representa cerca de 40% do valor arrecadado em seu leilão, ao Projeto Escola de Atitude. Esta iniciativa visa reconhecer e impulsionar ações desenvolvidas em comunidades produtoras de café do Cerrado Mineiro, com o recurso sendo aplicado em projetos que promovam fortalecimento comunitário, formação cidadã, valorização cultural e desenvolvimento social nas regiões cafeeiras do estado.

Nesta edição, o Troféu Escola de Atitude premiou o projeto “Os Encantos da Região do Cerrado Mineiro: os Sabores, as Riquezas e as Belezas”. Desenvolvido pela Escola Municipal Henriqueta Cassimira de Menezes, em Carmo do Paranaíba, e inscrito pela Cooperativa Agropecuária de Carmo do Paranaíba (Carpec), o projeto foi escolhido por sua capacidade de promover a cultura regional e incentivar o engajamento estudantil com a história, os valores e as potencialidades do Cerrado Mineiro.

Como um dos desdobramentos do projeto vencedor, a estudante Mariana Lima, de 11 anos, foi selecionada entre cinco candidatos para receber um prêmio individual de R$ 25 mil. A escolha foi pautada por critérios como desempenho escolar, redação, entrevista e condição socioeconômica, em um processo conduzido pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado e pelo Sebrae. A entrega simbólica do cheque ocorreu esta semana na própria escola, contando com a presença de representantes da Carpec, da Federação dos Cafeicultores do Cerrado e da comunidade escolar. O valor, proveniente do leilão realizado durante o prêmio, será integralmente destinado à educação de Mariana, oferecendo suporte financeiro crucial para sua trajetória acadêmica.

Para Daiane Aparecida Oliveira, mãe de Mariana, a premiação representa uma oportunidade concreta de transformação. “Esse investimento reforça o esforço e a dedicação dela aos estudos. É um incentivo que abre caminhos e traz mais segurança para o futuro”, afirmou.

Ao direcionar parte significativa dos recursos para ações sociais e educativas, o Prêmio Região do Cerrado Mineiro evidencia que a cafeicultura de origem controlada transcende a mera produção econômica. Conforme destacou Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, a iniciativa gera impacto social significativo e contribui para transformar realidades nas comunidades produtoras.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://valedorioarinos.com.br

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