São Paulo registra um total de 14 casos de intoxicação por metanol, resultando em duas mortes, segundo balanço divulgado pelo governo estadual. As autoridades investigam outros 178 casos suspeitos, que incluem sete óbitos.
A Polícia Civil de São Paulo concentra suas investigações em duas principais hipóteses: a contaminação por metanol utilizado na limpeza de garrafas reutilizadas e o uso da substância para aumentar o volume de bebidas adulteradas.
Em uma série de operações, 20 pessoas foram presas nesta semana, incluindo o principal fornecedor de insumos para a falsificação de bebidas no estado. No decorrer do ano, o número de prisões relacionadas à adulteração de bebidas já alcançou 41.
O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, enfatizou que as prisões efetuadas até o momento não apresentam conexões entre si nem vínculos com o crime organizado. “Não há crime organizado nesse processo”, afirmou o secretário, reforçando que nenhum dos 41 presos por envolvimento em falsificação de bebidas possui ligação com facções criminosas.
Para garantir o atendimento adequado aos pacientes intoxicados, o governo de São Paulo adquiriu 2,5 mil ampolas de álcool etílico absoluto, distribuindo-as para 20 hospitais de referência em todo o estado. O secretário de Saúde, Eleuses Paiva, ressaltou a importância dessa medida para o tratamento eficaz dos casos de intoxicação por metanol.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br