O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez declarações significativas nesta terça-feira, elogiando a atuação do ministro Edson Fachin na organização do Supremo Tribunal Federal (STF). Em um conjunto de comentários que também abordou a defesa do diretor-geral da Polícia Federal e a necessidade de investigar todos os ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, caso haja indícios de culpa, o presidente sinalizou sua visão sobre a governança e a accountability no judiciário e nas forças de segurança.
Durante sua fala, Lula ressaltou o papel de Fachin ao descrevê-lo como um agente de organização e estabilidade na Corte. “O Fachin fez um trabalho extraordinário na organização do STF”, afirmou o presidente, destacando o período em que o ministro presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e lidou com desafios políticos e eleitorais.
Em outro ponto de sua intervenção, o presidente saiu em defesa do diretor-geral da Polícia Federal. Sem entrar em detalhes sobre as críticas específicas ao dirigente da corporação, Lula expressou confiança em sua atuação. “É um bom companheiro, está fazendo um bom trabalho”, declarou, reforçando o apoio do Executivo à liderança da PF.
Talvez o ponto mais enfático das declarações do presidente tenha sido sua posição sobre a investigação de membros do STF. Lula foi categórico ao afirmar que todos os ministros da Suprema Corte devem ser investigados se houver indícios de irregularidade, mencionando explicitamente o ministro Alexandre de Moraes. “Se houver culpa, se houver qualquer coisa, tem que investigar todo mundo. Inclusive o Moraes”, disse o presidente, sublinhando a importância da transparência e da responsabilização sem distinção de nomes ou cargos.
As declarações de Lula ocorrem em um momento de constantes debates sobre o equilíbrio entre os Poderes e a atuação do Judiciário em questões políticas. A posição do presidente reforça a narrativa de que a apuração de condutas deve atingir a todos, independentemente da posição hierárquica, buscando fortalecer a credibilidade das instituições.
Por Marcos Puntel