Com o calendário eleitoral oficialmente em andamento no Brasil, marcado pela formalização dos primeiros candidatos em convenções partidárias, a realização de concursos públicos segue permitida, oferecendo diversas oportunidades aos interessados em uma vaga no serviço público. Até o final de 2026, pelo menos dois certames já estão com editais publicados e outros cinco com banca organizadora definida.
Entre as oportunidades atuais, a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) mantém inscrições abertas até 6 de agosto, com processo de candidatura disponível no site da Fundação Getulio Vargas. Paralelamente, a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores (ABGF) também recebe candidaturas até a mesma data, 6 de agosto, por meio da Fundação Carlos Chagas.
Além desses, há uma série de concursos com banca já definida e aguardando a publicação do edital, indicando futuras aberturas. São eles: Petrobras, Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).
A permissão para a continuidade dos concursos em ano eleitoral é respaldada pela legislação brasileira. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclarece que, embora a realização dos certames seja plenamente autorizada, as restrições legais incidem sobre a nomeação e o provimento de cargos. “A realização de concursos públicos em ano eleitoral é plenamente permitida, não incidindo sobre ela qualquer restrição. No entanto, a legislação criou restrições ao provimento de cargos públicos dentro do período de campanha eleitoral”, informa o TSE em seu site oficial. A restrição específica aponta que, nos três meses que antecedem as eleições até a posse dos eleitos, os governantes não podem convocar os aprovados, ressalvadas algumas exceções.
Diante desse cenário, especialistas reforçam que o ano eleitoral não deve ser um fator desmotivador para os concurseiros. Eduardo Cambuy, coordenador do Gran Concursos, salienta que “a necessidade está demonstrada, existe previsão orçamentária, já tem uma estrutura preparada para que isso aconteça. Então, acho que não pode desanimar. É exatamente o melhor momento”. Ele aconselha os candidatos a priorizarem os estudos das matérias básicas, que são comuns a muitos certames e possuem grande peso, visando otimizar o tempo de preparação.
Por Marcos Puntel