Depois de seis anos consecutivos na liderança nacional, Sorriso, no Mato Grosso, deixou de ser o município brasileiro com o maior valor da produção agrícola. A cidade caiu para a 3ª posição em 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sorriso registrou R$ 8,16 bilhões em valor da produção agrícola, um montante significativo que, no entanto, não foi suficiente para manter a primeira colocação.

A nova liderança, conforme o levantamento do IBGE, é agora ocupada por Sapezal, também em Mato Grosso, que registrou um valor de produção agrícola ainda maior, seguido por Campo Novo do Parecis, consolidando a hegemonia mato-grossense no setor. A queda de Sorriso, amplamente conhecida como a “Capital Nacional do Agronegócio”, marca uma mudança importante no panorama da agropecuária brasileira.

Sorriso se estabeleceu como o principal polo produtor agrícola do país impulsionada principalmente pela vasta área cultivada e pela alta produtividade de soja e milho, commodities que representam a espinha dorsal de sua economia. A cidade é um exemplo de inovação e adoção de alta tecnologia no campo, o que historicamente atraiu investimentos e garantiu colheitas recordes ao longo dos anos.

A alteração no ranking pode ser atribuída a uma combinação de fatores, incluindo variações nos preços de mercado das principais commodities, condições climáticas diferenciadas que favoreceram outras regiões produtoras e a expansão ou otimização da produção em outros municípios. Mesmo com a robusta marca de R$ 8,16 bilhões, a aceleração e o desempenho de outras localidades demonstram a dinâmica competitiva e em constante evolução do agronegócio brasileiro.

Apesar da perda da primeira posição individual, Mato Grosso mantém sua proeminência como o principal estado produtor agrícola do Brasil, com vários de seus municípios figurando consistentemente entre os maiores geradores de valor. O cenário atual reflete não apenas o crescimento contínuo do setor no país, mas também a emergência e consolidação de novos polos de produção que diversificam ainda mais a riqueza agrícola nacional.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://www.nortaomt.com.br

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