Em um cenário de crescentes polarizações, um ex-presidente da República fez um apelo contundente pela construção de um consenso nacional, alertando para os riscos de se buscar soluções para desafios complexos exclusivamente pela via judicial. A declaração, proferida durante um seminário sobre governança e futuro do país, ressaltou a urgência de se promover um diálogo amplo e inclusivo.

Segundo o ex-mandatário, questões estruturais que afetam a nação, como reformas econômicas, sociais e ambientais, exigem um pacto que transcenda divergências ideológicas e partidárias. Ele enfatizou que a judicialização excessiva de temas políticos e sociais pode gerar resultados paliativos e, muitas vezes, insatisfatórios, aprofundando ainda mais as fissuras existentes na sociedade.

“Decisões impostas por tribunais, por mais bem-intencionadas que sejam, raramente conseguem construir a legitimidade e a aceitação necessárias para uma solução duradoura e verdadeiramente nacional”, afirmou, sem especificar casos recentes, mas com clara alusão ao clima político atual e aos impasses que têm marcado a agenda pública.

Para o ex-presidente, o consenso não significa a ausência de debate ou a anulação de posições divergentes, mas sim a capacidade de identificar pontos em comum e construir pontes para acordos mínimos que permitam o avanço do país. “A mesa de negociação é sempre o melhor caminho para evitar impasses que paralisam o país. A via judicial deveria ser a exceção, não a regra, quando se trata de grandes questões nacionais”, completou, destacando a importância da política como ferramenta de construção e não apenas de disputa.

A fala do ex-presidente serve como um lembrete à classe política e à sociedade civil sobre a responsabilidade coletiva na busca por um futuro mais estável e coeso para o Brasil.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br

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