Por Marcos Puntel

Poznan, Polônia – O canoísta brasileiro Isaquias Queiroz, pentamedalhista olímpico, ficou na última posição (9º lugar) na final da prova C1 1000m do Campeonato Mundial de Canoagem de Velocidade, realizado nesta sexta-feira (28) em Poznan. Aos 32 anos, o baiano cruzou a linha de chegada sem conseguir alcançar o pódio, em uma prova dominada pelo tcheco Martin Fuksa, atual campeão olímpico, e pelo húngaro Daniel Fejes, que dividiram a medalha de ouro após cravarem o mesmo tempo de 4min07s44. O bronze ficou com o ucraniano Zakhar Tarnovschi, com 4min08s74.

Isaquias revelou as dificuldades de uma temporada atípica e os desafios enfrentados na água. “Eu sabia que ia ser uma prova difícil. Lógico que queria o pódio, mas fico feliz pelo que fiz aqui. Esse ano está sendo meio complicado para mim, diferente. Tive que fazer cirurgia no olho, problema também no quadril que não me deixava correr”, explicou o atleta em entrevista ao Sportv. Ele também destacou as condições climáticas e o alto nível da competição. “Foi uma prova bem difícil no começo. Tinha muito, muito vento. Mas o ritmo é bem mais difícil na final, é outra pegada, ninguém tem mais nada a perder. Tentei acompanhar, mas a falta de ritmo pesa muito”, lamentou o canoísta, que havia garantido sua vaga na final com o segundo melhor tempo (4min23s65) nas semifinais.

Com um currículo impressionante que inclui cinco pódios olímpicos – três na Rio 2016 e o ouro em Tóquio 2020 – e 14 medalhas em Mundiais, sendo sete de ouro em diversas categorias entre 2013 e 2022, Isaquias é uma referência na canoagem mundial. Sua jornada, no entanto, tem sido marcada por alguns percalços recentes, como a ausência no Mundial de 2023 por gripe e a não obtenção de medalha na edição de 2023.

Apesar do resultado, o baiano terá uma nova oportunidade neste sábado (29), quando compete na final do C1 500m, com transmissão ao vivo pelo canal do Time Brasil no YouTube a partir das 9h30 (horário de Brasília).

Outro destaque brasileiro no Mundial foi Gabriel Nascimento. O jovem atleta baiano de 20 anos, apontado como um dos possíveis sucessores de Isaquias, bateu na trave ao ficar em quarto lugar na final do C1 200m. Ele cruzou a linha de chegada com o tempo de 41s19, apenas 24 centésimos de segundo do bronze, que ficou com o bielorrusso Andrei Zholobov (41s15). O ouro na prova foi para o polonês Oleksii Koliadych (40s95) e a prata para o uzbeque Artur Guliyev (41s05).

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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