BRUXELAS, BÉLGICA (08/07/2026) – Moradores europeus e milhões de turistas que buscam o sol de verão estão em uma corrida contra o tempo para encontrar maneiras de se manterem seguros e frescos, enquanto o continente se vê engolfado por uma onda de calor sem precedentes. Esta é a segunda ocorrência de temperaturas extremas em apenas dois meses, transformando as habituais férias europeias em um desafio para a saúde pública e o bem-estar.

As previsões meteorológicas indicam que termômetros em diversas capitais e regiões devem continuar a atingir marcas recordes, superando os 40 graus Celsius em países como Espanha, Itália, França e Grécia. O calor intenso não apenas causa desconforto generalizado, mas eleva drasticamente o risco de desidratação, insolação e complicações cardiovasculares, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com condições de saúde preexistentes. Hospitais em várias nações já reportam um aumento significativo no número de atendimentos relacionados ao calor.

Diante do cenário, as autoridades locais e nacionais têm emitido alertas vermelhos e conselhos urgentes à população. Recomenda-se evitar a exposição direta ao sol nas horas mais quentes do dia, buscar ambientes climatizados, manter-se hidratado com abundância de líquidos e monitorar vizinhos e familiares vulneráveis. Parques e fontes públicas tornaram-se pontos de alívio momentâneo, enquanto centros de resfriamento improvisados são abertos em algumas cidades para oferecer refúgio do calor escaldante.

O setor de turismo, pilar econômico para muitos países europeus no verão, também sente o impacto. Embora os visitantes continuem a chegar, as rotinas turísticas são alteradas, com passeios ao ar livre sendo adiados para as primeiras horas da manhã ou o final da tarde. Museus e shoppings, com seu ar-condicionado, tornaram-se refúgios mais populares do que praias e sítios históricos a céu aberto. O desafio agora é equilibrar a atração turística com a necessidade de garantir a segurança e o conforto de todos em meio a uma crise climática que se torna cada vez mais presente e severa. A persistência de ondas de calor tão intensas e frequentes levanta questões urgentes sobre a adaptação das infraestruturas urbanas e dos hábitos sociais a um verão europeu em rápida transformação.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://redir.folha.com.br

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