A colheita de algodão da safra 2025/26 em Mato Grosso atingiu 13,11% da área cultivada na última semana de julho, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Apesar do avanço observado nos trabalhos de campo, o ritmo atual permanece significativamente abaixo da média dos últimos cinco anos para o período, que é de 20,97%.

O Imea aponta que as condições climáticas adversas, especialmente o excesso de chuvas em meses anteriores, têm sido um dos principais fatores para o atraso. A umidade elevada não apenas postergou a maturação uniforme das lavouras, mas também dificultou o acesso de maquinário pesado aos campos, impactando diretamente a agilidade da colheita.

Mato Grosso, maior produtor de algodão do Brasil, estima uma área plantada de aproximadamente 1,3 milhão de hectares para esta safra. A demora na colheita pode gerar preocupações quanto à qualidade da fibra, caso as plantas fiquem expostas por mais tempo a intempéries, além de pressionar o cronograma para o plantio da safrinha subsequente em algumas regiões.

A expectativa, no entanto, é que o ritmo se intensifique nas próximas semanas com a previsão de um tempo mais seco e ensolarado, o que favoreceria a entrada das colheitadeiras e aceleraria o processo. Produtores e cooperativas estão otimistas de que a janela de colheita, embora mais apertada, permitirá a retirada da maior parte da produção sem perdas consideráveis de produtividade ou qualidade, desde que as condições climáticas colaborem. O monitoramento contínuo do Imea é crucial para acompanhar a evolução da safra e oferecer suporte informativo aos produtores e ao mercado, garantindo transparência sobre o cenário do agronegócio mato-grossense.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://www.nortaomt.com.br

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