A Embraer anunciou um novo acordo estratégico com a fabricante sueca SAAB para a produção de mais 20 caças Gripen E/F no Brasil. Esta encomenda adicional eleva o número total de aeronaves a serem fabricadas ou montadas no país para um patamar significativo, consolidando a parceria e a capacidade industrial brasileira no setor aeroespacial de defesa.
O novo contrato complementa o acordo inicial firmado em 2014, que previa a aquisição de 36 caças Gripen E/F pela Força Aérea Brasileira (FAB). Enquanto parte da encomenda original já está em operação e outra parte em fase avançada de produção e testes, a adição destes 20 jatos reforça substancialmente a capacidade operacional da FAB e aprofunda o programa de transferência de tecnologia para a indústria nacional.
A fabricação dos caças Gripen no Brasil tem sido um pilar fundamental para o desenvolvimento da indústria de defesa local. Com a Embraer liderando a produção na unidade de Gavião Peixoto (SP), o programa envolve centenas de engenheiros e técnicos brasileiros, além de uma vasta cadeia de fornecedores de componentes e sistemas. Este novo volume de produção significa a manutenção e expansão de empregos altamente qualificados, o desenvolvimento de novas competências tecnológicas de ponta e o fortalecimento do parque industrial brasileiro como um player global em aeronaves de defesa.
Para a Força Aérea Brasileira, a ampliação da frota de Gripen E/F representa um salto qualitativo em termos de defesa aérea e capacidade de projeção estratégica. A aeronave, conhecida por sua versatilidade, avançada tecnologia e baixo custo operacional em comparação com outros caças de sua categoria, garantirá à FAB uma superioridade e flexibilidade no controle do espaço aéreo, essencial para a soberania nacional e para missões de segurança.
Desde a escolha do Gripen no programa FX-2, o projeto tem sido um dos mais ambiciosos no âmbito da cooperação internacional em defesa do Brasil. Este aditivo contratual não apenas reafirma a confiança na capacidade da Embraer e na qualidade da plataforma Gripen, mas também sinaliza um compromisso de longo prazo com a autossuficiência tecnológica e a modernização contínua das Forças Armadas brasileiras, posicionando o país como um centro de excelência na produção de jatos de combate.
Por Marcos Puntel