As indústrias de Mato Grosso registraram um marco inédito ao processar 7,02 milhões de toneladas de soja entre janeiro e junho de 2026. Este volume representa o maior já registrado no estado para os primeiros seis meses do ano, superando em 4,53% o desempenho observado no mesmo período de 2025. Os dados constam em boletim divulgado recentemente pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), que destaca a crescente pujança do setor agroindustrial local.

O recorde reflete não apenas a dimensão da safra colossal de soja no estado, maior produtor do grão no Brasil, mas também a contínua expansão e modernização da capacidade de processamento das indústrias. A verticalização da produção é um vetor estratégico para a economia mato-grossense, permitindo que a riqueza gerada no campo seja amplificada pela transformação do grão em produtos de maior valor agregado, como farelo e óleo de soja.

A maior demanda por derivados da oleaginosa, tanto no mercado doméstico quanto internacional, tem sido um dos principais motores para a intensificação das atividades industriais. O farelo de soja é um insumo fundamental para a alimentação animal global, enquanto o óleo é amplamente utilizado na indústria alimentícia e, crescentemente, na produção de biocombustíveis. Este cenário favorável tem incentivado investimentos e otimização das unidades de processamento no estado.

“Esse desempenho robusto sublinha a maturidade do parque industrial de Mato Grosso e a sua capacidade de responder às demandas do mercado global, agregando valor à nossa principal commodity”, afirmou um analista do setor. “Transformar a soja aqui significa fortalecer toda a cadeia produtiva, desde o produtor rural até o exportador dos produtos finais, gerando mais empregos, renda e desenvolvimento para o estado.”

A expectativa é que o ritmo de processamento se mantenha elevado nos próximos meses, consolidando a posição de Mato Grosso como um dos principais polos de industrialização de soja no Brasil. Contudo, o setor permanece vigilante aos desafios, como as variações nos preços das commodities no mercado internacional, os custos logísticos e a necessidade de investimentos contínuos em tecnologia e práticas sustentáveis para manter a competitividade e a liderança. O crescimento sustentado na capacidade de processamento de soja em Mato Grosso é um claro indicativo da evolução do agronegócio estadual, que transcende a simples produção de matéria-prima para se consolidar como um centro de agregação de valor e inovação no cenário agroindustrial global.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://www.nortaomt.com.br

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