A Copa do Mundo de 2026 se aproxima de seus capítulos finais, e a bola já rola pelas quartas de final. Nesta sexta-feira, dia 10 de um mundial repleto de protagonistas, o aguardado confronto entre Espanha e Bélgica promete parar Los Angeles, com início marcado para as 16h. O embate coloca frente a frente duas seleções que, embora cheguem a esta fase decisiva, trilharam caminhos bastante distintos até aqui.
A Espanha, sob a batuta de Luis de la Fuente, demonstrou uma curva ascendente de desempenho ao longo da competição. Após um empate frustrante contra Cabo Verde na fase de grupos, a seleção ibérica engrenou, mostrando sua força em vitórias convincentes contra a Arábia Saudita e, mais recentemente, a Áustria, nas oitavas de final. A classificação para as quartas veio de um duelo de alta rivalidade na Península Ibérica, contra Portugal. Com nomes como Rodri, Oyarzabal e a promessa Lamine Yamal, tratado como a mais nova joia do futebol espanhol, os espanhóis se recolocaram entre os favoritos a alcançar a grande final, com a expectativa de que o trio seja decisivo para avançar.
Por outro lado, a Bélgica protagonizou uma verdadeira jornada de superação neste mundial. Os Diabos Vermelhos começaram com dois empates, contra Egito e Irã, que ameaçaram uma classificação que parecia quase certa. Uma goleada sobre a fraca Nova Zelândia garantiu a vaga, mas não convenceu totalmente a crítica e a torcida. A verdadeira prova de fogo e o ponto de virada vieram nas oitavas de final, contra Senegal. Em um dos jogos mais marcantes até agora, os belgas reverteram uma desvantagem de dois gols, marcando o primeiro aos 41 minutos do segundo tempo. Com o centroavante Lukaku em grande noite, conseguiram o empate em poucos minutos e, de forma ainda mais dramática, a virada e a classificação nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, em uma cobrança de pênalti, em uma das mais improváveis reviravoltas da história das Copas.
A partida seguinte, contra os Estados Unidos, pelas oitavas de final, já mostrou uma Bélgica mais consistente e embalada, goleando o time da casa por 4 a 1, sem sustos. Há quem diga que a interferência do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no cancelamento da suspensão do atacante adversário Balogun, motivou ainda mais os belgas em campo. O deboche de Lukaku, dançando em frente a Trump após o quarto gol, tornou essa teoria ainda mais evidente.
Agora, com o passado heroico e a recente consistência, a Bélgica se prepara para o desafio espanhol. O confronto promete ser um teste de resistência e talento, onde a trajetória de superação belga se chocará com a ascensão contínua da Espanha, em busca de um lugar entre os quatro melhores da Copa de 2026.
Por Marcos Puntel