Os contratos futuros do milho encerraram a quinta-feira (25) em alta na Bolsa Brasileira (B3), impulsionados pelo movimento positivo registrado na Bolsa de Chicago (CBOT), nos Estados Unidos. O vencimento de julho avançou 0,65%, cotado a R$ 64,56 por saca, enquanto o contrato de setembro subiu 0,76%, negociado a R$ 68,00 por saca. Na semana, ambos os principais vencimentos já acumulam ganhos parciais, com o contrato de julho registrando valorização de 1,02% e o de setembro, 1,80%.

O avanço dos preços no mercado interno foi sustentado, principalmente, pela valorização dos contratos equivalentes do cereal em Chicago, que subiram cerca de 2% no pregão, dando suporte às cotações brasileiras ao longo do dia. Contudo, a queda do dólar frente ao real atuou como um fator limitante para uma valorização mais expressiva na B3. Próximo ao fim das negociações, a moeda norte-americana recuava 0,38%, sendo cotada a R$ 5,17. A desvalorização do dólar tende a reduzir a competitividade do milho brasileiro no mercado externo, o que tradicionalmente pesa sobre os preços internos.

No campo, a colheita do milho de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atingiu 11,7% da área projetada até a última sexta-feira (19), segundo levantamento da DATAGRO Grãos. Esse avanço semanal de 5,3 pontos percentuais está em linha com o ritmo registrado no mesmo período do ano passado, quando a colheita também alcançava 11,7%, e próximo da média das últimas cinco safras, que é de 12%. A consultoria projeta uma produção de 112 milhões de toneladas para a segunda safra de milho, volume que representa uma redução de 5% em comparação ao ciclo anterior.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://www.nortaomt.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *