A Copa do Mundo FIFA 2026 terá neste domingo (14) a estreia de todos os jogos da primeira rodada dos grupos E e F, marcando o início da jornada para diversas seleções no torneio. Os confrontos prometem agitar o continente americano, com partidas programadas nos Estados Unidos e México.
Pelo Grupo E, a Alemanha enfrentará Curaçau às 14h, em Houston, nos EUA. Mais tarde, às 2h, a Costa do Marfim medirá forças com o Equador na Filadélfia, também em solo americano. Já o Grupo F terá a Holanda jogando contra o Japão às 17h, em Dallas, EUA, enquanto a Suécia encara a Tunísia às 23h, em Monterrey, no México.
Em um contexto mais amplo da competição, o clima de medo e os altos preços têm sido apontados como fatores que afastam torcedores da Copa do Mundo nos EUA. Paralelamente, o governo brasileiro já definiu horários de expediente diferenciados para os jogos do Brasil no Mundial, enquanto, em uma curiosidade do cenário futebolístico, um árbitro somali impedido de atuar na Copa apitará a Supercopa da Uefa.
Focando nas disputas em campo, o Grupo E apresenta a Alemanha como principal favorita. Com quatro títulos mundiais no currículo (1954, 1974, 1990 e 2014) e uma equipe tecnicamente qualificada, os alemães são esperados para liderar a chave, que ainda conta com Curaçau, Costa do Marfim e Equador. A segunda vaga do grupo, por sua vez, tem o Equador como forte candidato. A seleção sul-americana demonstrou solidez e competitividade, finalizando as eliminatórias em segundo lugar, à frente do Brasil e atrás apenas da Argentina. Costa do Marfim, conhecida por sua força física e velocidade, e Curaçau, estreante em Copas do Mundo, correm por fora e seriam grandes surpresas em caso de classificação.
Por sua vez, o Grupo F se desenha como uma das chaves mais equilibradas desta edição da Copa do Mundo, reunindo Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. Não há um favorito absoluto, embora Holanda e Suécia, historicamente, tenham um retrospecto mais bem-sucedido em Copas e possuam elencos de qualidade, organizados defensivamente. O Japão chega ao torneio com uma de suas melhores gerações, caracterizada por transições rápidas e grande disciplina tática, o que pode surpreender seus adversários. A Tunísia, apesar de ter feito uma boa campanha nas eliminatórias africanas, é considerada o azarão do grupo.
Por Marcos Puntel