A seleção brasileira começa sua caminhada em busca do tão almejado hexacampeonato mundial no Grupo C da Copa do Mundo de 2026, que será sediada em Estados Unidos, México e Canadá. O torneio, programado entre 11 de junho e 19 de julho, reserva ao Brasil confrontos com Marrocos, Escócia e Haiti na fase inicial.

O ciclo que antecede este Mundial foi marcado por instabilidade no comando técnico, com quatro treinadores se revezando: Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e, finalmente, o italiano Carlo Ancelotti. A equipe também lida com a transição geracional; sua principal referência técnica dos últimos anos, Neymar, embora convocado, chega à competição mais experiente e com um histórico recente de problemas físicos que limitam seu desempenho. As esperanças da torcida recaem sobre uma nova safra de talentos, com destaque para o atacante Vinicius Júnior, do Real Madrid. Outros nomes que prometem assumir protagonismo são Raphinha, do Barcelona, e Endrick, do Lyon.

Sob a batuta de Ancelotti, que busca uma seleção “alegre e comprometida” e acredita na capacidade do Brasil de competir com as melhores equipes do mundo, a estratégia tática deve se configurar em um 4-2-4. Esta formação prevê uma linha defensiva de quatro jogadores com pouca projeção ofensiva, priorizando a guarda de suas posições, e um quarteto de ataque caracterizado pela intensa movimentação e busca constante por associações para criar oportunidades de gol. Antes de embarcar para o torneio, a seleção fará um jogo de despedida no Maracanã. A FIFA World Cup, inclusive, já destacou o Brasil como a única nação a se classificar para todas as edições do torneio desde 1930.

O primeiro desafio da Canarinho no Mundial será contra Marrocos, no dia 13 de junho, em Nova Jersey. A seleção africana chega ao torneio como um dos destaques da Copa de 2022, onde conquistou o quarto lugar, demonstrando uma clara evolução no futebol. Atualmente na 11ª posição do ranking da FIFA, Marrocos já enfrentou o Brasil em um Mundial, em 1998, com vitória brasileira por 3 a 0. No entanto, o último encontro entre as equipes, um amistoso em março de 2023, terminou com vitória marroquina por 2 a 1, em Tânger, sob o comando interino de Ramon Menezes. Os principais jogadores do técnico Mohamed Ouahbi são o lateral Achraf Hakimi (PSG) e o goleiro Yassine Bounou (Al-Hilal). Marrocos foi também a primeira nação africana a garantir sua vaga para o Mundial de 2026.

Seis dias após a estreia, em 19 de junho, na Filadélfia, o Brasil terá pela frente um adversário inédito em Copas do Mundo: o Haiti. A seleção caribenha, que retorna a um Mundial após um hiato de mais de 50 anos, já enfrentou o Brasil em três oportunidades, com 100% de aproveitamento para a seleção pentacampeã. A equipe, comandada pelo técnico francês Sébastien Migné e atualmente na 84ª posição do ranking da FIFA, conta com o zagueiro Ricardo Adé (LDU) como um de seus destaques. O Haiti também já carimbou seu passaporte para a próxima Copa.

O terceiro compromisso do Brasil na fase de grupos será em 24 de junho contra a Escócia. Este é o adversário mais conhecido entre os três iniciais. Em Copas do Mundo, o Brasil mediu forças com os europeus em quatro ocasiões: um empate em 0 a 0 em 1974, vitórias por 4 a 1 em 1982, 1 a 0 em 1990 e 2 a 1 em 1998. A Escócia, atualmente na 36ª colocação do ranking da FIFA, não vive um bom momento e sua última participação em Mundiais foi em 1998. Na equipe do técnico Steve Clarke, o volante Scott McTominay, peça importante do Napoli, merece atenção. Em 1982, a Escócia sentiu na pele a precisão do lendário Zico, como lembrado em momentos históricos da Copa do Mundo.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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