A pesquisa mais recente da Gerp, divulgada com exclusividade pela Gazeta do Povo, oferece um panorama inicial e detalhado da corrida presidencial de 2026. Os dados, coletados entre 10 e 15 de junho com 2.500 eleitores em todas as regiões do país e com uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, apontam para uma disputa complexa, com figuras já conhecidas mantendo suas bases eleitorais, enquanto novos nomes começam a ensaiar movimentos no tabuleiro político.
No cenário estimulado, que apresenta uma lista de pré-candidatos aos entrevistados, o atual chefe do Executivo aparece com 28% das intenções de voto, indicando a força da máquina e a base consolidada de apoio. Em segundo lugar, com 24%, figura o ex-governador de um importante estado do Sul, consolidando seu espaço no campo da oposição e capitalizando sobre a insatisfação de parte do eleitorado. A senadora com perfil moderado, por sua vez, atinge 16%, buscando atrair o eleitorado centrista e desencantado com a polarização.
A pesquisa também revelou uma significativa parcela de 20% de eleitores que se declaram indecisos ou que pretendem votar em branco/nulo. Este grupo, de acordo com analistas, será crucial para definir os rumos da eleição à medida que a campanha avança e as propostas dos candidatos se tornam mais claras. Entre os candidatos que correm por fora, o jovem prefeito de uma grande capital registrou 7% das intenções de voto, e o empresário com discurso liberal obteve 5%, mostrando um potencial de crescimento em nichos específicos, especialmente entre os eleitores mais jovens e com maior escolaridade.
A análise da Gerp aprofundou-se nas preocupações do eleitorado, identificando que a economia, com foco na inflação e na geração de empregos, permanece no topo das prioridades, mencionada por 45% dos entrevistados como o principal fator na decisão de voto. Questões como segurança pública (20%) e saúde (15%) vêm em seguida, completando o rol das maiores demandas da população. Regionalmente, a pesquisa identifica nuances importantes, com maior polarização no Sul e Sudeste e uma ligeira abertura para alternativas no Nordeste, onde o apelo de programas sociais ainda exerce forte influência.
Especialistas consultados pela Gerp ressaltam que, apesar dos números iniciais, a corrida presidencial de 2026 ainda está em um estágio embrionário. O cenário pode mudar drasticamente em função de eventos políticos, econômicos ou sociais nos próximos meses, bem como a consolidação de alianças e a definição dos programas de governo. A alta taxa de indecisos também indica que há um grande número de eleitores abertos a novas propostas e que ainda não se sentem plenamente representados pelas opções apresentadas até o momento, prometendo uma disputa dinâmica e com reviravoltas até as urnas.
Por Marcos Puntel