O mercado de feijão iniciou o mês de abril com uma tendência de queda nos preços em diversas regiões do país, revertendo as valorizações observadas no primeiro trimestre. A retração da demanda tem sido o principal fator de pressão, embora algumas praças, como Sorriso, no Mato Grosso, tenham apresentado estabilidade nas cotações do feijão preto.

De acordo com o indicador Cepea/CNA, a dificuldade em repassar as altas de custo ao longo da cadeia produtiva levou os compradores a reduzir o ritmo de aquisições. Esse movimento sinaliza um processo de ajuste no mercado, que busca um novo equilíbrio entre a oferta e a demanda de grãos.

No segmento do feijão carioca de melhor qualidade (notas 9 ou superior), as negociações foram limitadas por fatores como a coloração e a umidade dos grãos. Entre os dias 3 e 10 de abril, foi registrada uma queda de 4,81% no Noroeste de Minas Gerais. Recuos semelhantes foram observados em praças de São Paulo, Goiás e Paraná. Em contraste, Santa Catarina manteve preços mais firmes, impulsionada pela menor oferta de lotes recém-colhidos.

Para o feijão carioca de padrão intermediário (notas 8 e 8,50), a tendência de queda predominou na maior parte das regiões, também influenciada pela maior oferta e pela demanda enfraquecida. Algumas exceções, contudo, foram notadas: Curitiba (PR) registrou alta de 2,22%, e o Leste Goiano avançou 0,54%, ambos sustentados pela melhor qualidade dos produtos disponíveis.

O feijão preto tipo 1 igualmente apresentou recuo em mercados importantes, como Curitiba (PR), onde os preços caíram 7,22%. Essa baixa reflete a necessidade de comercialização por parte dos produtores e o nível de estoques já formados pela indústria. Apesar das pressões em outras localidades, o mercado em Sorriso (MT) manteve-se estável para o feijão preto.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://www.nortaomt.com.br

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