Uma mulher vivenciou um episódio de machismo velado na semana passada em um mercadinho de rua em Londres. A compra de uma vassoura, item de uso doméstico comum, resultou em um comentário do atendente que a deixou indignada e chateada por horas, gerando reflexão sobre preconceitos ainda presentes em interações cotidianas.

O casal estava em busca do produto em um estabelecimento que comercializa itens variados. Ao se dirigirem ao caixa, um funcionário, cuja nacionalidade não foi identificada, dirigiu-se ao homem com a pergunta: “Foi sua mulher que te falou para comprar, né?”.

Surpresa e imediatamente confrontadora, a mulher questionou o atendente: “Por que você está falando isso?”. O marido, agindo rapidamente, efetuou o pagamento e a retirou da loja, numa tentativa de evitar maiores transtornos no que seria um domingo de lazer.

A tentativa, no entanto, foi em vão. A mulher relatou ter passado horas profundamente aborrecida, sentindo-se alvo de um ataque machista gratuito e desnecessário. A percepção foi de que o atendente associou a vassoura a um objeto “de mulher”, implicando uma conotação de inferioridade ou um estereótipo de gênero depreciativo. O incidente, ocorrido em um contexto corriqueiro, gerou reflexão sobre a persistência de preconceitos em interações diárias.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://redir.folha.com.br

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