O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez declarações incisivas nesta segunda-feira (04), condenando a conduta de um tenente-coronel da Polícia Militar preso sob acusação de feminicídio. Em pronunciamento à imprensa, às 10h57, Tarcísio defendeu que o oficial “deve apodrecer pelo resto da vida na cadeia” e reiterou a necessidade de que ele perca seu posto e patente.
A manifestação do chefe do Executivo estadual ocorreu em meio à repercussão do caso que abalou a corporação e a opinião pública. Tarcísio de Freitas enfatizou a gravidade do crime, classificando-o como inaceitável para um membro da força de segurança pública e sublinhando que a punição deve ser exemplar e rápida.
Embora o nome do tenente-coronel não tenha sido oficialmente divulgado pelo governo no momento das declarações, informações preliminares indicam que o oficial foi detido no fim de semana, após evidências apontarem seu envolvimento na morte de sua companheira, a assistente social Patrícia Mendes, de 41 anos, ocorrida na Grande São Paulo.
A prisão do militar gerou um clamor por rigor e transparência dentro da própria Polícia Militar e junto à sociedade. A Secretaria de Segurança Pública informou, por meio de nota, que a corregedoria da PM já instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos e que todos os trâmites legais serão seguidos para a expulsão do oficial, caso as acusações sejam confirmadas e ele seja condenado.
A postura firme de Tarcísio de Freitas reforça o compromisso do governo com a tolerância zero contra crimes de gênero, especialmente quando cometidos por agentes públicos. “Não podemos permitir que indivíduos com tal conduta manchem a imagem de uma instituição tão essencial à sociedade paulista, que trabalha diariamente para proteger os cidadãos”, declarou o governador.
O tenente-coronel permanece detido, aguardando as próximas etapas do processo legal, que incluem a formalização da denúncia pelo Ministério Público e o julgamento. O caso segue em acompanhamento de perto pelas autoridades, com a expectativa de que a justiça seja aplicada rigorosamente.
Por Marcos Puntel
Fonte: https://redir.folha.com.br