Brasília, 27 de março de 2026 — Em meio à sua participação no CPAC (Conservative Political Action Conference), o maior evento conservador do mundo, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mantém-se como a principal liderança da direita no Brasil. A declaração, proferida nesta semana, sublinha a percepção de que, mesmo sob custódia, o ex-presidente continua a exercer influência política significativa.

Durante o evento, que reúne expoentes e militantes da direita global, Eduardo Bolsonaro foi enfático ao abordar a situação de seu pai. Questionado sobre a continuidade da atuação política de Jair Bolsonaro, o deputado não hesitou em assegurar que o ex-presidente “claro que fala de política com visitas” na prisão, indicando um fluxo ininterrupto de articulações e orientações. Essa afirmação é crucial para o movimento conservador brasileiro, que busca consolidar suas bases e estratégias futuras.

A fala de Eduardo Bolsonaro ecoa a crença de muitos apoiadores de que a presença física de Jair Bolsonaro fora do cenário público não diminuiu seu capital político nem sua capacidade de mobilização. A referência à comunicação política de dentro da prisão sugere uma manutenção da rede de contatos e um papel ativo, ainda que limitado, nas discussões e direcionamentos do Partido Liberal e da direita brasileira como um todo.

O CPAC serve como um palco importante para que figuras como Eduardo Bolsonaro reforcem narrativas e solidifiquem o apoio a líderes conservadores. A persistência da imagem de Jair Bolsonaro como um ícone da direita, mesmo em sua condição atual, é um ponto central para seus aliados, que trabalham para preservar sua relevância e influência no panorama político nacional. A estratégia visa a manter a coesão do movimento e a preparar o terreno para futuros embates eleitorais e ideológicos, utilizando a figura do ex-presidente como um aglutinador. A declaração de Eduardo Bolsonaro, portanto, não apenas informa, mas também posiciona a direita brasileira sobre a continuidade de sua principal referência política.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://redir.folha.com.br

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