Brasília — O Senador Carlos Eduardo (MDB-SP) defendeu nesta terça-feira, em Brasília, a classificação das principais facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, e aproveitou a ocasião para tecer duras críticas à política de segurança pública do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante sessão plenária, o parlamentar argumentou que a atuação dessas facções, com seu poderio bélico e sua capacidade de desestabilizar a ordem pública, extrapolou o mero crime organizado. “É inaceitável que o Estado brasileiro continue a tratar essas organizações como meras quadrilhas. São estruturas terroristas que promovem o caos, a violência e a desestabilização social, e devem ser combatidas com a rigidez que a lei antiterrorista permite”, declarou.
Para o senador, a medida abriria caminho para um arcabouço legal mais robusto, permitindo o congelamento de bens, a cooperação internacional ampliada e penas mais severas, além de facilitar a atuação das forças de segurança com ferramentas mais adequadas ao nível de ameaça imposto por esses grupos.
Na mesma linha, Carlos Eduardo direcionou seu ataque à gestão federal, apontando o que ele considera uma falta de estratégia efetiva no combate ao crime organizado. “A política de segurança do atual governo tem sido omissa, quando não leniente, com o avanço dessas máfias. Precisamos de uma mudança de rumo urgente, com medidas enérgicas e desideologizadas, focadas na proteção do cidadão e não na complacência”, afirmou.
O parlamentar cobrou do Executivo federal maior investimento em inteligência, controle de fronteiras e o endurecimento das leis para enfrentar um cenário de crescente violência. A discussão sobre a classificação das facções como terroristas não é nova no Congresso, mas ganha força novamente diante de recentes episódios de violência em diversas regiões do país.
Por Marcos Puntel