O subsecretário de Desenvolvimento Social do Rio de Janeiro, Carlos Eduardo Almeida, foi afastado de seu cargo nesta terça-feira após o surgimento de graves denúncias envolvendo seu filho, Pedro Almeida, em um caso de estupro coletivo que ganhou repercussão nas últimas horas. A decisão, que partiu do próprio governo estadual, visa garantir a lisura e a transparência das investigações em curso.
As suspeitas surgiram a partir da circulação de um vídeo em redes sociais que supostamente registraria parte da agressão sexual. O caso, que teria ocorrido em uma residência na Zona Sul carioca e envolveria mais de um agressor, chocou a opinião pública e gerou imediata pressão sobre a administração estadual.
Em nota oficial, o Governo do Estado do Rio de Janeiro confirmou o afastamento de Carlos Eduardo Almeida, reiterando seu compromisso com a apuração rigorosa de quaisquer crimes e a não tolerância com a violência, especialmente contra mulheres. A medida é de caráter preventivo, para que o processo de investigação possa transcorrer sem qualquer tipo de interferência ou especulação.
A Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) do Rio de Janeiro está à frente das investigações, que já incluem a coleta de depoimentos e o levantamento de evidências. Informações preliminares indicam que mandados de busca e apreensão foram emitidos e que a polícia trabalha para identificar e localizar todos os envolvidos no crime. O nome da vítima foi preservado, conforme a lei.
Fontes próximas ao agora ex-subsecretário indicam que ele nega veementemente qualquer envolvimento pessoal com os atos denunciados, mas se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações relativas ao filho. A defesa de Pedro Almeida ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações. O caso segue sob segredo de justiça enquanto as diligências são realizadas.
Por Marcos Puntel