(03/02/2026 – 10h34)

Com quase sete milhões de ingressos colocados à venda para a Copa do Mundo de 2026, a expectativa dos torcedores em acompanhar seus times na América do Norte é imensa. No entanto, o entusiasmo vem acompanhado de uma preocupação crescente: muitos desses bilhetes já foram ofertados a preços exorbitantes devido à alta demanda, mas o custo da estadia dos torcedores pode disparar ainda mais quando despesas adicionais forem incluídas, transformando a viagem em um luxo para poucos.

A dimensão geográfica do torneio, distribuído por cidades nos Estados Unidos, Canadá e México, naturalmente eleva a complexidade e os custos para os fãs. A hospedagem, por exemplo, emerge como um dos maiores desafios. Cidades-sede conhecidas por seus mercados hoteleiros já robustos e, por vezes, caros, tendem a ver seus preços dispararem com a chegada de milhões de visitantes. A busca por acomodações acessíveis em plataformas de aluguel de curta temporada também se tornará uma batalha acirrada, com a lei da oferta e demanda ditando valores exorbitantes.

O transporte intercidades e internacional representa outro grande entrave financeiro. Fãs que desejam seguir suas seleções por diferentes partidas terão de arcar com múltiplos voos domésticos dentro dos países anfitriões ou travessias transfronteiriças, somando valores consideráveis aos orçamentos. Mesmo a locomoção dentro das próprias cidades-sede, seja via transporte público ou aplicativos de transporte, deverá ter preços majorados devido à intensa movimentação.

Além disso, a alimentação, bebidas e outros gastos diários em locais turísticos e áreas de fã completam o quadro de despesas. A cultura de consumo na América do Norte, somada à taxa de câmbio para muitos visitantes internacionais, sugere que o custo de vida durante o torneio será um fator determinante para o planejamento financeiro. Para muitos, o sonho de assistir à Copa ao vivo pode se chocar com a dura realidade orçamentária. O planejamento antecipado e a busca por alternativas econômicas serão cruciais, mas a tendência é que a experiência da Copa do Mundo de 2026 seja a mais cara da história para o torcedor comum.

Por Marcos Puntel

Fonte: https://redir.folha.com.br

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