Tainara Souza Santos, de 31 anos, faleceu em dezembro de 2025, um mês após ser brutalmente atropelada e arrastada por um quilômetro por seu ex-namorado, Douglas Alves da Silva. O incidente ocorreu em novembro do ano passado, e Tainara passou quase um mês internada no Hospital das Clínicas, lutando contra os ferimentos antes de sucumbir.
A morte de Tainara reacende o alerta sobre a violência de gênero e a percepção de impunidade que, segundo moradores, permite que agressores ajam sem temer as consequências. Solange dos Santos, 33, vizinha da vítima, expressa o desamparo e a revolta que ecoam na comunidade.
“Aqui onde a gente mora, os homens acham que podem fazer o que quiser. Eu mesma fui vítima de uma agressão no bairro, do meu ex-namorado. Eles fazem porque sabem que não vai dar em nada”, declarou Solange, revelando a dura realidade vivida por muitas mulheres na região. Sua experiência pessoal sublinha a preocupação generalizada de que a violência contra a mulher é um problema recorrente, com poucos desfechos punitivos para os agressores.
A trágica morte de Tainara Souza Santos serve como um doloroso lembrete da persistência da violência doméstica e da urgência em fortalecer mecanismos de proteção e garantir a responsabilização efetiva dos perpetradores, a fim de que casos como este não se repitam.
Por Marcos Puntel
Fonte: https://redir.folha.com.br