Davos, Suíça – Em uma declaração que ecoou no Fórum Econômico Mundial, o presidente do BTG Pactual, Roberto Sallouti, classificou o Brasil como uma verdadeira “Disneylândia” para as fintechs. A analogia, feita diante de líderes e investidores globais na cidade suíça, reflete o vasto potencial do mercado financeiro brasileiro para a inovação e o crescimento no setor de tecnologia.
Sallouti destacou a significativa parcela da população brasileira ainda com acesso limitado ou insatisfatório a serviços bancários tradicionais, criando um terreno fértil para que soluções inovadoras e mais acessíveis prosperem. Soma-se a isso um ambiente regulatório dinâmico e propositivo, impulsionado por iniciativas do Banco Central como o Pix – sistema de pagamentos instantâneos que rapidamente se tornou um dos mais utilizados no mundo – e o Open Banking, que têm catalisado a competição, a digitalização e a inclusão financeira no setor.
A rápida adoção de tecnologias digitais pelos brasileiros e a busca por maior eficiência e menor custo em serviços financeiros posicionam o país como um polo de atração para startups e investimentos em tecnologia financeira. A visão do executivo do BTG Pactual sublinha a percepção de que o Brasil não apenas acompanha as tendências globais de digitalização financeira, mas também as lidera em vários aspectos, oferecendo um cenário promissor para o desenvolvimento e a expansão de empresas de tecnologia financeira.
Por Marcos Puntel