O Rio de Janeiro vive um fim de semana de intenso alerta nas praias, com a persistência da ressaca e um número alarmante de salvamentos, enquanto as equipes de busca se dedicam ao quarto dia de procura por um adolescente de 14 anos desaparecido no mar de Copacabana. O jovem, vindo de Campinas (SP) para passar o Réveillon com a família, foi arrastado por uma onda na altura do Posto 2 e não foi mais visto desde então. A operação de busca conta com o apoio de helicóptero, drones, mergulhadores e sonares, em uma corrida contra o tempo.
A situação do mar permanece crítica, com o alerta de ressaca emitido pela Marinha do Brasil válido até as 6h de segunda-feira (5). As ondas podem atingir até 3 metros de altura, tornando o banho e a prática de esportes aquáticos extremamente perigosos. A imprudência dos banhistas é uma preocupação constante para as autoridades. Somente neste sábado (3), os salva-vidas do Grupamento Marítimo realizaram impressionantes 320 salvamentos em todo o litoral fluminense.
Em Copacabana, cenário do desaparecimento do adolescente e da intensificação das buscas, os guarda-vidas efetuaram 137 socorros, mesmo com a sinalização de bandeira vermelha indicando o banho proibido. Na Barra da Tijuca, outra praia bastante frequentada, foram registrados 82 resgates no mar.
Paralelamente às condições marítimas, a previsão do tempo para este domingo (4) no Rio de Janeiro mantém um cenário de cautela. O céu segue predominantemente nublado, com possibilidade de chuva fraca e isolada durante a manhã, e pancadas de chuva esperadas para os períodos da tarde e noite. Os ventos devem ser moderados e as temperaturas em queda, com máxima prevista de 29 graus Celsius (°C) e mínima de 20°C. Esta mínima representa uma diminuição de 8°C em relação ao dia anterior, intensificando a sensação de tempo instável.
Diante do cenário adverso, as autoridades reforçam as recomendações de segurança. A principal orientação é evitar completamente o mar e esportes aquáticos enquanto o alerta de ressaca estiver ativo. É crucial seguir as instruções dos guarda-vidas e respeitar a sinalização com bandeiras vermelhas, que indicam áreas perigosas. Banhistas devem se manter longe de pedras e costões, locais que concentram correntes fortes e ondas traiçoeiras, e evitar mirantes e orlas, onde ondas podem atingir locais mais altos e surpreender as pessoas. O cuidado com crianças deve ser redobrado, mantendo-as sempre longe da água e sob vigilância constante. Em caso de emergência ou avistamento de alguém em afogamento, a recomendação é ligar imediatamente para 193 (Corpo de Bombeiros) ou 199 (Defesa Civil).
Por Marcos Puntel