A valorização do boi gordo em relação ao milho e ao DDG tem impulsionado a margem da terminação em Mato Grosso. Dados recentes indicam que o aumento no preço da arroba superou as elevações nos custos dos insumos utilizados na alimentação do gado.
Um comparativo anual, abrangendo o período de janeiro a outubro, revela um aumento nos preços da arroba do boi a prazo e nos insumos para a alimentação em Mato Grosso. O DDG, suplementação comum na alimentação bovina, apresentou um aumento de quase 20%. O preço do milho também subiu, sendo negociado a R$ 52,21 por saca. O caroço de algodão, por sua vez, registrou uma elevação expressiva. Apesar do aumento dos insumos, o preço do boi gordo a prazo acompanhou o ritmo, com um acréscimo de mais de 40% no período analisado.
A crescente demanda por parte das indústrias processadoras de milho para a produção de etanol tem contribuído para que o DDG ganhe espaço no mercado, impulsionado pelo seu custo-benefício.
As escalas de abate no estado ficaram, em média, em 14 dias úteis, representando um alongamento em relação ao mês anterior. Diante da alta oferta de animais terminados, o preço da arroba do boi gordo a prazo apresentou queda na última semana, cotado em média a R$ 301,02.
No curto prazo, o fim das tarifas adicionais nas exportações de carne para os Estados Unidos tende a normalizar os envios para o país, o que deve gerar ajustes positivos no preço futuro do boi gordo. O mercado também permanece atento às medidas de salvaguarda da China, país responsável por mais da metade do volume de carne in natura exportada do estado em 2025.