Em declaração exclusiva, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, assegurou que as investigações conduzidas pela instituição não sustentam a existência de conexões entre facções criminosas brasileiras e organizações consideradas terroristas por diversas nações. A afirmação foi feita em resposta a questionamentos levantados durante sessão da comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado, que se dedica a investigar a atuação do crime organizado no país.
O senador Hamilton Mourão, vice-presidente da CPI, justificou sua pergunta mencionando a persistente alegação da presença de grupos tidos como terroristas na região da Tríplice Fronteira, área que compreende Brasil, Paraguai e Argentina.
Entretanto, o diretor-geral da PF enfatizou que, após análises aprofundadas, as investigações revelam que o cenário de cooperação entre facções nacionais e grupos internacionais rotulados como terroristas não se confirma na prática. Segundo Rodrigues, essa alegação é frequentemente utilizada como “fator de pressão geopolítica”, um jogo no qual o Brasil não pretende se envolver.
A questão da Tríplice Fronteira e o suposto financiamento de organizações como o Hezbollah tem sido pauta recorrente. O governo dos Estados Unidos, inclusive, ofereceu uma recompensa milionária por informações que levem à interrupção de mecanismos financeiros do Hezbollah na região. Apesar de não ser reconhecido como terrorista pela ONU, o Hezbollah é classificado como tal por Washington e seus aliados.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br