Em sabatina no Senado, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, defendeu sua atuação no processo da trama golpista, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado. A defesa ocorreu em meio a questionamentos sobre a recondução de Gonet ao cargo por mais dois anos.

“Não há criminalização da política em si”, afirmou Gonet, rebatendo críticas de senadores ligados ao ex-presidente. Ele enfatizou que as ações da Procuradoria-Geral da República (PGR) não são motivadas por filiações partidárias.

O procurador-geral destacou o uso de acordos de não persecução penal, que beneficiaram 568 investigados que reconheceram seus erros e se comprometeram com medidas de reparação. Paralelamente, 715 foram condenados e houve 12 absolvições, a maior parte a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Segundo Gonet, 606 processos permanecem em andamento, representando 32,3% do total.

Gonet também assegurou que suas manifestações se restringiram aos autos do processo, evitando vazamentos e comentários públicos. “O respeito ao sigilo judicial foi sempre obedecido de modo absoluto”, acrescentou.

Senadores aliados de Jair Bolsonaro criticaram a atuação do PGR no caso da trama golpista, julgada no Supremo Tribunal Federal (STF). O senador Flávio Bolsonaro acusou Gonet de “esculhambar” o Ministério Público e de perseguir seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, por denunciar supostos abusos do ministro Alexandre de Moraes nos Estados Unidos.

Em resposta, Gonet reafirmou que suas ações nunca foram movidas por questões partidárias. Ele também mencionou o apoio da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) à sua recondução ao cargo.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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