Sete governadores anunciaram a formação do “Consórcio da Paz” com o objetivo de integrar informações de inteligência, além de apoio financeiro e policial, no combate ao crime organizado. O anúncio foi feito após uma operação no Rio de Janeiro que resultou em um alto número de mortos nos complexos do Alemão e da Penha.
A reunião para formalizar o consórcio ocorreu no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, e contou com a presença dos governadores do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Goiás, além da vice-governadora do Distrito Federal. O governador de São Paulo participou remotamente.
O Rio de Janeiro será a sede inicial do consórcio, responsável por organizar o processo de formalização do grupo. A ideia central é compartilhar estratégias eficazes no enfrentamento ao crime. Embora a iniciativa seja liderada por governadores com alinhamento político, o objetivo é estender a participação a todas as unidades da Federação. A intenção é trocar experiências, recursos humanos e materiais, além de realizar compras conjuntas de equipamentos para combater a violência em todo o país.
Durante o encontro, os governadores elogiaram a operação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão. A operação resultou em diversas mortes e apreensão de armamento, mas o principal alvo, um chefe de facção criminosa, não foi capturado. Especialistas têm apontado que operações isoladas não conseguem atingir as raízes do crime organizado, enquanto organizações da sociedade civil criticam a letalidade policial e o impacto nas comunidades.
Os governadores criticaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, alegando que ela visa transferir a autonomia dos estados na gestão da segurança pública para o governo federal. O governo federal, por sua vez, argumenta que a PEC mantém a autonomia das forças de segurança estaduais.
Recentemente, foi anunciado um escritório emergencial para enfrentar o crime organizado no estado, buscando melhorar a integração entre as esferas federal e estadual. O governo federal planeja aumentar o efetivo da Polícia Rodoviária Federal nas estradas e de agentes de inteligência no Rio, além do envio de peritos. O governo federal autorizou a transferência de presos para presídios federais a pedido do governo do estado.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br