Após um período de declínio nos preços de fretes de grãos em diversas rotas do país, Mato Grosso apresenta um cenário complexo, com algumas rotas mostrando aumentos e outras, quedas. O mercado de fretes rodoviários no estado exibe uma certa lateralidade, sem uma tendência clara de alta ou baixa.
No entanto, a rota com destino aos portos do Arco Norte, partindo de Mato Grosso, se destaca com o maior aumento anual, registrando um significativo acréscimo de 20%. Essa informação emerge de análises do setor logístico, conforme dados recentes.
Um exemplo concreto dessa alta é a rota que liga Sorriso (MT) ao porto de Miritituba (PA). O preço por tonelada saltou de R$ 250 em setembro do ano passado para R$ 300 no mesmo mês deste ano.
Apesar de embarques de milho em setembro terem atingido 23,3 milhões de toneladas, contra 24,3 milhões em igual período de 2024, os portos do Arco Norte continuam sendo o principal ponto de escoamento, representando 42,5% da movimentação total. Santos escoou 30,7% do grão, Paranaguá 11,7%, e São Francisco do Sul 9,5%.
As exportações de soja em grãos, por sua vez, alcançaram 89,5 milhões de toneladas entre janeiro e setembro deste ano, em comparação com 93,8 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior. Os portos do Arco Norte responderam por 37,5% das exportações nacionais, enquanto Santos escoou 34,2%. Paranaguá movimentou 12,9% do montante nacional e São Francisco do Sul, 5,2%.
Especialistas apontam que a demanda aquecida, tanto no mercado interno quanto externo, impulsionada por fatores como as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, contribuem para o cenário favorável ao escoamento da produção mato-grossense.