Em Salvador e Candeias, na Bahia, a professora Patrícia Barreto, de 39 anos, tem transformado a maneira como seus alunos encaram a matemática. Durante anos, a educadora reproduziu o modelo tradicional de ensino, focado em fórmulas e procedimentos. “Eu era a réplica dos meus professores, apesar de sempre ter sonhado em ser diferente”, relata Patrícia, que leciona em uma escola particular na capital baiana e em uma instituição pública em Candeias, município da região metropolitana.
A busca por uma abordagem mais eficaz e humanizada a levou a adotar uma metodologia inspirada em estudos desenvolvidos na Universidade de Stanford. O método, que busca desmistificar a matemática e torná-la mais acessível, tem se mostrado um divisor de águas na sala de aula.
Ao invés de simplesmente memorizar regras, os alunos são incentivados a explorar os conceitos matemáticos de forma prática e contextualizada, estimulando o raciocínio lógico e a resolução de problemas. A professora acredita que a chave para o sucesso é criar um ambiente de aprendizado onde os estudantes se sintam seguros para errar e aprender com seus erros, quebrando o ciclo do medo e da ansiedade que muitas vezes acompanham o estudo da disciplina.
A iniciativa de Patrícia Barreto demonstra o impacto positivo que novas abordagens pedagógicas podem ter no desempenho e na motivação dos alunos, abrindo novas perspectivas para o ensino da matemática no Brasil.
Fonte: redir.folha.com.br