A Universidade de São Paulo (USP) revogou o resultado de um concurso público destinado à contratação de um professor para a área de literaturas africanas de língua portuguesa. A decisão da instituição ocorreu sob alegações de suspeição envolvendo a banca examinadora.
A anulação do processo seletivo contrasta com uma manifestação do Ministério Público, que, após análise do caso, não identificou elementos que justificassem a medida. O parecer do órgão ministerial indicava a ausência de indícios de irregularidades capazes de invalidar o concurso.
A decisão da USP de anular o concurso, mesmo diante do posicionamento do Ministério Público, gerou discussões e questionamentos sobre os critérios adotados pela universidade. A contratação da docente, uma profissional negra, para a área de estudos africanos, havia sido celebrada como um avanço na representatividade e na diversificação do corpo docente da instituição. A revogação do resultado, portanto, levanta dúvidas sobre o futuro da disciplina e o impacto na representação de estudos africanos dentro da USP.
Fonte: redir.folha.com.br