Um especialista em antifascismo vinculado à Universidade Rutgers deixou os Estados Unidos na quinta-feira (9), buscando refúgio na Espanha com sua família. A decisão foi motivada por ameaças de morte, intensificadas após a declaração do então presidente Donald Trump, que designava o movimento antifascista Antifa como uma organização terrorista doméstica.

O pesquisador, cuja área de expertise é o estudo do antifascismo, tornou-se alvo de hostilidades crescentes após a polarização política intensificada pela retórica do governo Trump. A caracterização do Antifa como terrorista, embora controversa, inflamou apoiadores do então presidente e resultou em um aumento significativo de ameaças dirigidas ao especialista e sua família.

Diante do clima de insegurança e do temor por sua integridade física e a de seus familiares, o professor optou por deixar o país e buscar asilo na Espanha. A mudança repentina ressalta a crescente preocupação com a segurança de acadêmicos e ativistas que se dedicam ao estudo e à crítica de movimentos de extrema-direita, especialmente em contextos de acirramento político e discursos inflamados. A fuga para a Espanha demonstra o impacto direto que declarações oficiais podem ter na vida de indivíduos considerados opositores ou críticos de determinadas ideologias.

Fonte: redir.folha.com.br

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