A safra 2025/26 de soja em Mato Grosso enfrenta desafios, com alguns produtores interrompendo o plantio devido à falta de chuvas e às altas temperaturas. Apesar de um ritmo inicial de semeadura acima da média, a escassez hídrica em algumas regiões tem impactado o progresso dos trabalhos no campo.

Até o dia 3 de outubro, a semeadura atingiu 15,03% da área prevista, representando um avanço de 9,06 pontos percentuais em relação à semana anterior. Esse ritmo, impulsionado pelas chuvas das últimas semanas em certas localidades, superou em 5,44 pontos percentuais o desempenho do mesmo período da safra 2024/25 e em 3,56 pontos percentuais a média dos últimos cinco anos. No entanto, relatos indicam que as condições climáticas adversas levaram alguns sojicultores a suspender as atividades.

Entre as regiões do estado, o médio-norte, o noroeste e o oeste lideram o plantio, com 24,27%, 18,89% e 18,24% das áreas semeadas, respectivamente. As projeções indicam menor volume de precipitações nas próximas semanas, com expectativa de retomada mais consistente apenas a partir da metade de outubro. Esse cenário poderá afetar tanto o desenvolvimento inicial das lavouras quanto o ritmo da semeadura em todo o estado.

A projeção de demanda de soja em Mato Grosso também sofreu ajustes. Para a safra 2024/25, as exportações foram reduzidas em 0,97%, estimando-se 30,50 milhões de toneladas. Em contrapartida, o consumo interestadual registrou um aumento de 11,99%, alcançando 6,54 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno do estado apresentou um crescimento de 0,32%, estimado em 13,03 milhões de toneladas, impulsionado pela ampliação da capacidade das indústrias esmagadoras.

Os estoques finais apresentaram um recuo de 32,42% em relação ao mês anterior, projetando-se em 0,92 milhão de toneladas. Já para a safra 2025/26, as exportações foram revisadas para baixo, com uma previsão de 29,33 milhões de toneladas, um corte de 1,67%. Os consumos interestadual e interno de Mato Grosso foram mantidos em 4,54 milhões de toneladas e 13,24 milhões de toneladas, respectivamente. Os estoques finais apresentaram um aumento de 5,92% frente à projeção anterior, estimados em 1 milhão de toneladas, resultado do atraso na comercialização da oleaginosa nesta temporada.

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