
O ministro dos Esportes, André Fufuca (PP-MA), foi afastado nesta quarta-feira (8) das atividades partidárias do Progressistas (PP). A decisão foi anunciada pelo presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira, após Fufuca desobedecer à orientação do partido de deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em nota oficial, o Progressistas afirmou que o ministro “fica afastado de todas as decisões partidárias, bem como da vice-presidência nacional do partido”. O comunicado também informa que o diretório estadual do PP no Maranhão será alvo de uma intervenção, resultando na retirada de Fufuca da presidência da legenda no estado.
“O partido reitera o posicionamento de que não faz e não fará parte do atual governo, com o qual não nutre qualquer identificação ideológica ou programática”, diz o texto.
A decisão ocorre dois dias após Fufuca participar de um evento com o presidente Lula no Maranhão, onde reafirmou publicamente sua posição de continuar no governo. “Eu estou com Lula”, declarou o ministro, desafiando o ultimato da direção nacional do partido.
União Brasil também pressiona Celso Sabino

No mesmo contexto, o ministro do Turismo, Celso Sabino, anunciou que permanecerá no cargo até o próximo ano, contrariando a decisão da executiva nacional do União Brasil, que também orientou seus filiados a deixarem cargos no governo federal.
A cúpula do União Brasil se reuniu nesta quarta-feira para discutir um processo de expulsão contra Sabino, acusado de infidelidade partidária por descumprir a determinação. O processo foi aberto em 30 de setembro e aponta que o ministro teria desrespeitado diretrizes internas da legenda, como o pedido formal para o desembarque da base aliada do governo Lula.
Sabino chegou a anunciar sua demissão em 26 de setembro, mas permaneceu no cargo alegando compromisso com as agendas da COP 30, no Pará, ao lado do presidente. A indefinição se prolongou até a confirmação, nesta quarta-feira, de que ele continuará à frente do ministério.
A movimentação dos dois ministros ocorre em meio à estratégia de reposicionamento político do PP e do União Brasil, que buscam se distanciar do governo federal com foco nas eleições de 2026.