Desde o início de outubro, novas regras para a emissão de vistos para os Estados Unidos entraram em vigor. Agora, solicitantes com menos de 14 anos e aqueles com mais de 79 anos precisam passar por entrevistas presenciais para obter a autorização de entrada no país. Anteriormente, essas faixas etárias geralmente estavam isentas dessa etapa do processo.

A mudança, previamente anunciada, afeta o processo de emissão, mas algumas categorias permanecem com a isenção de entrevista. Entre elas, estão diplomatas, militares em missão internacional, solicitantes de renovação de vistos B-1 e B-2 ainda válidos ou expirados há menos de 12 meses, e trabalhadores agrícolas temporários com visto H-2A.

Para ter direito à dispensa da entrevista, o solicitante deve fazer o pedido em seu país de origem ou residência e não pode ter tido um visto negado anteriormente. Mesmo assim, os consulados americanos se reservam o direito de convocar o solicitante para uma entrevista, se necessário.

A nova exigência levanta preocupações no setor de turismo, principalmente para famílias que viajam com crianças ou idosos, já que pode aumentar a burocracia e o tempo de espera. Companhias aéreas e redes hoteleiras monitoram os possíveis impactos no fluxo de passageiros, em especial os provenientes do Brasil, um dos principais emissores de turistas para os Estados Unidos.

O custo do visto americano continua em US$ 185, um valor não reembolsável, mesmo em caso de negativa. Além disso, uma nova taxa adicional, a Visa Integrity Fee, aprovada durante o governo anterior, poderá acrescentar US$ 250 ao processo. Essa cobrança, no entanto, ainda não tem data definida para começar a valer.

A legislação prevê que essa taxa só seja aplicada se o visto for aprovado, com possibilidade de reembolso em certas situações. Entidades ligadas ao turismo pressionam o governo americano para suspender ou adiar a medida, temendo um impacto negativo no número de visitantes internacionais, especialmente em um cenário global de desaceleração econômica.

Especialistas indicam que a exigência de entrevistas presenciais pode afetar segmentos específicos, como pacotes de viagens em família e turismo de lazer, pois pode aumentar os custos indiretos e o tempo médio de processamento do visto. Investidores do setor aéreo e de hospitalidade estão atentos, principalmente se a nova taxa adicional for implementada. Redes hoteleiras, companhias aéreas e parques temáticos se preparam para possíveis ajustes na demanda, aguardando definições sobre a política migratória dos Estados Unidos.

Fonte: diariodoturismo.com.br

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