A semeadura da soja enfrenta um ritmo lento no país, apesar das recentes chuvas em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A umidade do solo ainda se mantém abaixo da média em diversas regiões de produção, impactando o avanço dos trabalhos no campo.

No Centro-Oeste e no MATOPIBA, muitos produtores aguardam condições mais favoráveis para iniciar o plantio, visando garantir o estabelecimento adequado das lavouras. Em Mato Grosso, o retorno das chuvas ocorreu no início da segunda quinzena de setembro, mas a previsão aponta para volumes menores nos próximos dias, o que pode limitar a recuperação da umidade no curto prazo.

Goiás também enfrenta um cenário de atenção. Após as chuvas da última semana, a previsão indica o retorno da seca nos próximos 14 dias, o que pode desacelerar o ritmo do plantio no início de outubro.

No Mato Grosso do Sul, do Centro ao Norte do estado, as chuvas recentes foram consideradas insuficientes para a época, e a tendência é de manutenção da seca nessas áreas.

O Paraná, por outro lado, registrou uma forte chuva em 22 de setembro, que gerou preocupação momentânea, mas a previsão é de precipitações mais brandas nos próximos dias. Essa condição é considerada favorável para evitar o encharcamento das lavouras de trigo e garantir a germinação uniforme das culturas de verão.

Em áreas do Sudeste e Centro-Oeste, os volumes de chuva variaram entre 30 mm e mais de 100 mm nos últimos dez dias. Já na região Sul, as precipitações superaram 200% da média histórica, elevando a umidade do solo e favorecendo o plantio da soja e do milho da safra verão.

As chuvas também impactaram a colheita de cana-de-açúcar. Na macrorregião de Ribeirão Preto, o acumulado de quase 12 mm interrompeu temporariamente as operações de campo. A previsão, no entanto, indica o retorno do tempo seco, o que deve favorecer a retomada das atividades agrícolas.

As previsões de curto prazo indicam chuvas abaixo da média na maior parte do país, com exceção de áreas do Nordeste. Em relação às temperaturas, as projeções divergem, com uma previsão indicando registros próximos à média e outra apontando calor acima do normal no Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste. Essa última condição pode intensificar a evapotranspiração e agravar a perda de umidade do solo em regiões já afetadas pela seca.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *