A Polícia Militar do Rio de Janeiro registrou a apreensão de 500 fuzis desde o início de 2025, resultado de operações intensificadas em áreas críticas da capital fluminense. Os batalhões de Irajá, Ilha do Governador e Bangu lideraram as ações nas zonas norte e oeste, demonstrando o esforço contínuo para combater o poderio bélico do crime organizado.

O alto número de apreensões levanta preocupações sobre a entrada e circulação de armas no estado. Segundo o governador Cláudio Castro, é crucial que o governo federal intensifique o controle das fronteiras para impedir o fluxo de armamentos para o Rio de Janeiro. Em 2024, a PM apreendeu 732 fuzis, o que demonstra a urgência em conter a crescente escalada armamentista.

As ações policiais resultaram na apreensão de seis armamentos de uso restrito, que estavam em posse de narcotraficantes ligados a facções criminosas atuantes no estado.

Uma análise da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar revelou uma mudança no padrão de fabricação das armas apreendidas. Em 2025, observou-se que uma parcela significativa dos fuzis é montada em fábricas clandestinas operadas pelo crime organizado. Anteriormente, a maioria dos fuzis apreendidos eram de fabricação estrangeira.

As maiores apreensões ocorreram em áreas de disputa territorial entre facções rivais, como os Complexos do Chapadão e da Pedreira, e no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho.

O secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Nogueira, enfatizou que cada fuzil retirado das ruas representa vidas salvas e comunidades mais seguras. Ele reafirmou o compromisso da corporação em atuar de forma integrada para enfraquecer o poder bélico das facções criminosas e garantir a segurança da população.

Os resultados positivos são atribuídos ao investimento em tecnologia, informações de inteligência, planejamento estratégico e à colaboração da população, que pode contribuir através do serviço de atendimento 190 ou do Disque-Denúncia (21) 2253-1177.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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